Apresentação
A constituição do Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis, o Decreto nº 5.940/06, a Lei nº 11.445/07, são exemplos de formalização de polÃticas públicas que têm o desafio de contribuir para a inclusão social e econômica dos catadores de materiais recicláveis.
Comitê Interministerial de Inclusão Social de Catadores de Materiais Recicláveis
O Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores de Materiais Recicláveis, criado por Decreto Federal em 11/09/2003, é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Ministério das Cidades. O Comitê é formado por órgãos do governo federal, parceiros Fome Zero e ainda conta com a participação de organizações não governamentais e entidades do setor da reciclagem.
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MDS - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;
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MCidades - Ministério das Cidades;
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MMA – Ministério do Meio Ambiente;
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MTE – Ministério do Trabalho e Emprego;
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MCT – Ministério de Ciência e Tecnologia;
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MEC – Ministério da Educação;
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MS – Ministério da Saúde;
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MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio;
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SEDH – Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República;
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Casa Civil da Presidência da República;
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Caixa Econômica Federal;
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Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);
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Fundação Banco do Brasil;
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Petrobras;
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Convidados conforme a pauta das reuniões: Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, CEMPRE –Compromisso Empresarial para a Reciclagem e Governo do Distrito Federal.
Desde 25 de outubro de 2006, o Decreto Federal nº 5.940/06 institui a separação dos resÃduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta determinando que a sua destinação seja para as associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis.
As Comissões da Coleta Seletiva Solidária, criadas para conduzir a implementação das medidas estabelecidas pelo Decreto nº 5.940/06, devem apresentar semestralmente ao Comitê Interministerial a avaliação do processo de separação dos resÃduos recicláveis descartados em suas unidades.
Para acompanhar esse processo e apoiar os órgãos públicos federais, o Comitê estruturou uma Secretaria Executiva.
Secretaria Executiva do Comitê Interministerial de Inclusão Social de catadores de Materiais Recicláveis
A Secretaria Executiva do Comitê é composta por servidores do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Ministério das Cidades, com o apoio da Caixa Econômica Federal.
O objetivo da constituição da Secretaria Executiva é agilizar as ações que efetivarão às determinações do governo federal em relação à inclusão dos catadores de materiais recicláveis, tais como:
• Encaminhar as decisões do Comitê;
• Acompanhar a implementação do Decreto nº 5.940/06, apresentando ao comitê relatórios, bem como encaminhar proposições para soluções de problemas;
• Acompanhar as ações dos programas de governo no âmbito do Comitê Interministerial.
Decreto nº 5.940 de 25 de outubro de 2006.
Configura-se na interface do referido comitê com toda a administração pública federal direta e indireta, particularmente com as Comissões de Coleta Seletiva dos órgãos públicos federais mencionados no Decreto nº 5.940/06.
A primeira avaliação indica a necessidade de se trabalhar junto a cerca de 600 mil servidores com o intuito de:
• sensibilizar para a mudança dos hábitos de descarte em suas atividades funcionais;
• apoiar a implantação do sistema de segregação dos recicláveis em cerca de 10 mil locais diferentes espalhados pelo Brasil;
• auxiliar no processo de estruturação da logÃstica, de armazenamento e transporte desses materiais em cada local;
• apoiar as organizações de catadores em muitos casos, inclusive reorientando o destino dos materiais, o que muitas vezes significará a mediação de conflitos de interesses.
A questão social e a gestão dos resÃduos sólidos urbanos
Por muito tempo, a coleta e destinação dos resÃduos sólidos não apresentaram maiores problemas, uma vez que o lixo era depositado em regiões afastadas e distantes. No entanto, com a crescente urbanização ficou cada vez mais difÃcil encontrar áreas adequadas que absorvessem a demanda em expansão e o problema ganhou visibilidade.
Assim, fez-se necessária a busca de alternativas que facilitem a operacionalização do sistema e que, concomitantemente, atendam aos anseios da população em relação à limpeza urbana e à qualidade de vida.
Outra questão premente é que, na última década, como conseqüência dos Ãndices alarmantes de desemprego, muitos excluÃdos sociais encontraram nos resÃduos uma forma de sobrevivência.
Estes milhares de trabalhadores informais geram uma macroeconomia que beneficia a sociedade como um todo. Apesar disto estes trabalhadores continuam marginalizados e sem leis que os beneficiem.
Portanto, as questões ambiental e operacional não são únicas na busca de uma solução para o problema que envolve os resÃduos sólidos. As ações devem ser escolhidas visando incluir também a população que sobrevive destes resÃduos.
O consumo exagerado e os danos causados à natureza devem ser incorporados à agenda mundial, por meio de polÃticas transversais de saúde, educação ambiental e desenvolvimento econômico.
O Governo Federal está fazendo sua parte, por intermédio do Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores de Materiais, identificando as demandas dos catadores para desenvolver e articular ações que promovam a inclusão social e econômica desses trabalhadores.






